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quarta-feira, 29 de maio de 2013

A LEI DO BOM SENSO NO TRABALHO

Algumas empresas sustentam que só se deve seguir aquilo que está diretamente expresso em uma norma. No entanto, esta é uma visão errada de abordagem das questões relativas à prevenção.
Por exemplo, todo mundo sabe que fumar causa doenças diversas ao fumante. No entanto, não existem leis que proíbam alguém de fumar, a não ser em locais em que outras pessoas possam ser prejudicadas pelo ato. Portanto, para o fumante, resta a lei do bom senso, aquela que não está escrita e que deve surgir de dentro da consciência de cada um.
Do mesmo modo, as normas de Segurança do Trabalho dentro de uma empresa não precisam estar necessariamente baseadas em leis escritas, mas sim em qualquer interpretação em que o bom senso conclua que uma situação é consideravelmente perigosa.
Infelizmente existe uma péssima mania por parte de algumas empresas em só fazer aquilo que está sendo obrigatório através de leis, por diversos motivos. Só que elas esquecem que, acontecendo um acidente ou uma doença, a responsabilidade de não ter prevenido será totalmente dela, independente se havia ou não uma lei referente ao caso.
As fontes de acidentes e doenças são de natureza inesgotável, não sendo possível contemplar todas através de normas específicas. Mas existem as normas genéricas, como a do Código Civil que, em seu artigo 186 diz que “aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência, ou imprudência, violar direito, ou causar prejuízo a alguém, fica obrigado a reparar o dano”. Também está no Código Penal, em seu artigo 132, que diz que “expor a vida ou a saúde de outrem a perigo direto ou iminente: pena – detenção de três meses a um ano, se o fato não constitui crime mais grave”.
Portanto, se for o caso de você estar enfrentando uma dessas empresas que só se movem pressionadas por uma lei, mostre as considerações acima e peça para que elas obtenham o parecer de um assessor jurídico. Com certeza irão mudar de idéia e começar a olhar a Segurança do Trabalho com maior bom senso.

DOCUMENTOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO







CONCEITOS DE ACIDENTES DE TRABALHO



sábado, 25 de maio de 2013

O QUE FAZER COM AS FICHAS DE EPI'S DEPOIS DE COMPLETAS?

A ficha de EPI é um documento muito importante até para uma possível defesa judicial da empresa.
Guardá-las em local apropriado e que permita fácil acesso é muito importante.
 Veja nessa postagem como guardar a ficha de EPI adequadamente.
Um caso verídico sobre o assunto
Alguns anos atrás um funcionário entrou na justiça contra a empresa, depois de sair dela. Como sempre acontece.
O mesmo alegava que a empresa não fornecia EPI’s indicados para a execução do trabalho.
Depois de tomar conhecimento da tal ação a empresa entrou em pânico, todos se perguntavam cadê as fichas de EPI do ex – funcionário?
A empresa alegou que entregava os EPIs, mas, cadê a prova?
Na época ainda não estava atuando na área, e conversando com um ex –professor fui orientado a procurar as notas fiscais sobre as compras de EPI’s, elas seriam as provas de que a empresa comprava os EPI’s necessários.
Felizmente conseguimos apenas com as notas fiscais provar que a empresa entregava os EPI’s de acordo com as normas vigentes, e tudo deu certo.
Como guardar as fichas de EPI’s depois de completas?
- Recomendo que depois de completas guarde na pasta pessoal do funcionário. É um meio muito seguro e prático de guardar para ter acesso fácil quando necessário.
 - Tem empresas que guardam em tipo livro ou caderno encadernado. Nesse caso, todas as fichas dos funcionários do setor ou empresa ficam juntas.
É um jeito prático e seguro também.
Posso guardar as fichas de EPI em sistema eletrônico?
Pode. Porém tenha cuidado de fazer  de tempos em tempos um backup dos arquivos, para evitar que em casos de pane ou defeito do equipamento tudo seja perdido.

PORTARIA N.º 237, DE 10 DE JUNHO DE 2011: ALTERA ITÉNS DA NR-18



PORTARIA N.º 237, DE 10 DE JUNHO DE 2011 
(DOU de 13/06/2011 Seção I pág 77) 
Altera o item 18.37 e revoga o item 18.32 da 
Norma Regulamentadora n.º 18, aprovada pela 
Portaria nº 3.214, de 8 de junho de 1978. 

O SECRETÁRIO DE INSPEÇÃO DO TRABALHO SUBSTITUTO, no uso das 
atribuições conferidas pelo art. 14, inciso II, do Anexo I do Decreto n.º 5.063, de 3 
de maio de 2004, e em face do disposto nos art. 155 e 200 da Consolidação das 
Leis do Trabalho - CLT, aprovada pelo Decreto n.º 5.452, de 1º de maio de 1943 e 
no art. 2º da Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, resolve: 
Art. 1º O item 18.37 da Norma Regulamentadora n.º 18, aprovada pela 
Portaria n.º 3.214, de 8 de junho de 1978, passa a vigorar com as seguintes 
alterações: 
″.............................................................................. 
18.37.7 É facultada às empresas construtoras, regularmente registradas no 
Sistema CONFEA/CREA, sob responsabilidade de profissional de Engenharia, em 
situações especiais não previstas nesta NR, mediante cumprimento dos requisitos 
previstos nos subitens seguintes, a adoção de soluções alternativas referentes às 
medidas de proteção coletiva, a adoção de técnicas de trabalho e uso de 
equipamentos, tecnologias e outros dispositivos que: 

a)propiciem avanço tecnológico em segurança, higiene e saúde dos 
trabalhadores; 
b)objetivem a implementação de medidas de controle e de sistemas 
preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de 
trabalho na Indústria da Construção; 
c)garantam a realização das tarefas e atividades de modo seguro e 
saudável. 
18.37.7.1 Os procedimentos e meios de proteção adotados devem estar sob 
responsabilidade de Engenheiro legalmente habilitado e de Engenheiro de 
Segurança do Trabalho com a devida emissão de Anotação de Responsabilidade 
Técnica - ART. 
18.37.7.2 As tarefas a serem executadas mediante a adoção de soluções 
alternativas devem estar expressamente previstas em procedimentos de segurança 
do trabalho, nos quais devem constar: 
a)os riscos aos quais os trabalhadores estarão expostos; 
b)a descrição dos equipamentos e das medidas de proteção coletiva a serem 
implementadas; 
c)a identificação e a indicação dos equipamentos de proteção individual - EPI 
a serem utilizados; 
d)a descrição de uso e a indicação de procedimentos quanto aos 
Equipamentos de Proteção Coletiva - EPC e EPI, conforme as etapas das tarefas a 
serem realizadas; 
e)a descrição das ações de prevenção a serem observadas durante a 
execução dos serviços, dentre outras medidas a serem previstas e prescritas pelo 
Engenheiro de Segurança responsável. 
18.37.7.3 Os equipamentos utilizados, observado o disposto na NR-12, 
devem possuir: 
a)manual do proprietário ou de instruções de uso emitido pelo fabricante; 
b)manual de manutenção, montagem e desmontagem. 
18.37.7.4 As tarefas envolvendo soluções alternativas somente devem ser 
iniciadas com autorização especial, precedida de Análise Preliminar de Risco - APR e 
Permissão de Trabalho - PT, que contemplem os treinamentos, os procedimentos 
operacionais, os materiais, as ferramentas e outros dispositivos necessários à 
execução segura da tarefa. 18.37.7.4.1 A APR poderá ser elaborada por profissional ou por equipe 
multidisciplinar, desde que aprovada por Engenheiro de Segurança do Trabalho, 
com emissão de ART específica. 
18.37.7.5 A documentação relativa à adoção de soluções alternativas integra 
o PCMAT, devendo ser mantida no estabelecimento - canteiro de obras ou frente de 
trabalho ou serviço – acompanhada das respectivas memórias de cálculo, 
especificações técnicas e procedimentos de trabalho, e ser disponibilizada para 
conhecimento dos trabalhadores e do Sindicato da categoria. 
18.37.7.6 As soluções alternativas adotadas na forma do subitem 
18.37.7 e as respectivas memórias de cálculo, especificações técnicas e 
memoriais descritivos devem ser mantidas no estabelecimento - canteiro de obras 
ou frente de trabalho ou serviço, à disposição da fiscalização do Ministério do 
Trabalho e Emprego. 
....................................................................″ 
Art. 2º Revogar o item 18.32 e subitens, bem como os Anexos I e II, da 
Norma Regulamentadora n.º 18, aprovada pela Portaria MTb n.º 3.214, de 8 de 
junho de 1978. 
Art. 3º Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação. 
RENATO BIGNAMI

segunda-feira, 20 de maio de 2013

MINISTÉRIO DO TRABALHO RECONHECE A PROFISSÃO DE TECNÓLOGO DE SEGURANÇA DO TRABALHO

Ministério do Trabalho e do Emprego reconhece a profissão de Tecnólogo em Segurança no Trabalho, a qual está enquadrada no mesmo grupo dos Engenheiros, até o momento esta profissão só era reconhecida pelo MEC.


CBO 2149-35 – Tecnólogo em Segurança do Trabalho
Descrição Sumária: Controlam perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas, estabelecendo planos de ações preventivas e corretivas. Desenvolvem, testam e supervisionam sistemas, processos e métodos produtivos, gerenciam atividades de segurança do trabalho e do meio ambiente, planejam empreendimentos e atividades produtivas e coordenam equipes, treinamentos e atividades de trabalho.
(Verificar informação)

A luta dos tecnólogos de Segurança do Trabalho pelo reconhecimento de sua profissão obteve uma vitória relevante para a classe. No dia 6 de janeiro, o Ministério do Trabalho e Emprego oficializou a entra da da categoria na CBO (Classificação Brasileira de Ocupação), tornando a presença dos   tecnólogos de Segurança no meio pre­vencionista mais forte e importante. "Essa conquista marca o início de uma nova fase. Será o caminho para a obtenção da regula mentação da profissão. Não será `do dia para a noite’ que mudaremos tudo, mas percebo que aos poucos estamos conseguindo conquistar o nosso espaço", avalia o professor e coordenador do curso su­perior de Tecnologia em Segurança no Trabalho da Ulbra de Canoas/RS, Marino José Grecco.

Registrado na CBO com o número 2149-35, o tecnólogo de Segurança foi caracterizado como o profissional responsável por controlar perdas de processos, produtos e serviços ao identificar, determinar e analisar causas de perdas e estabelecer plano de ações preventivas e corretivas.  Também compete a ele desenvolver, testar e supervisionar sistemas, processos e mé todos produtivos, gerenciar atividades de Segurança do Trabalho e de Meio Ambiente, planejar atividades produtivas e coordenar equipes e treinamentos.

No entanto, mesmo com essa conquista, ainda há muitas batalhas a serem vencidas. A principal delas é a inclusão da categoria no SESMT, caso contrário, o espaço no mercado continuará restrito. "Infelizmente as empresas só contratam quando são obrigadas, principalmente na área de Segurança. Ou seja, enquanto não houver uma adequação da NR 4, as mudanças serão mínimas", analisa Luísa Tânia Elesbão Rodrigues, engenheira de     Se­gurança, auditora fiscal e professora do curso Técnico em Segurança do Trabalho da UFRGS.

Para o consultor e técnico de Segurança Cosmo Palásio de Moraes Júnior, a entrada do tecnólogo no mercado de SST será uma barreira a mais a ser vencida. "Não é ruim para a área ter seu tecnólogo especializado, mas é preciso ter consciência de que, mesmo depois de décadas, os      engenheiros e os técnicos só conseguiram fazer com que 1% das organizações de nos so País instituísse o SESMT em seu quadro de trabalho. De um lado há a questão da valorização do conhecimento, mas do outro há uma questão política e social mais complexa", explica Cosmo.

Na opinião de Grecco, a inserção do tecnólogo na regulamentação do SESMT é importante, mas não uma condição de terminante para sua presença no mercado. "Muitas empresas que não contemplam o direcionamento da NR precisam de um profissional que as ajude a cumprir a legislação. O tecnólogo tem capacitação necessária para preencher esse papel", sintetiza.

Confira na íntegra na Edição 218 da Revista Proteção.
www.protecao.com.br
Data: 17/02/2010 / Fonte: Revista Proteção

SEGURANÇA COM PRODUTOS PERIGOSOS

INCIDENTES COM PRODUTOS PERIGOSOS 

Tais incidentes podem acontecer, basicamente, de duas maneiras:
· derramamento acidental;
· depósito clandestino.


O derramamento acidental pode acontecer em decorrência de um acidente ou incêndio em instalações ou veículos; falha em processo ou equipamento industrial; ação deliberada.
As conseqüências de um derramamento são a potencial contaminação do ambiente - ar, solo, águas - passando daí para os seres vivos - plantas, animais e pessoas. Esta contaminação ambiental ocorre também quando produtos perigosos sem utilidade são abandonados ou despejados sem quaisquer precauções.
Há que contar sempre com a ignorância de algumas pessoas que, em muitas ocasiões, pode criar ou agravar uma situação de risco.



COMO IDENTIFICAR PRODUTOS PERIGOSOS 



É muito difícil, senão impossível, mesmo para um técnico, identificar, num relance, se um determinado líquido, pó, fumaça ou sólido é um dos chamados produtos perigosos. A imprudência (ou azar) de algumas pessoas, tocando, inalando ou até mesmo ingerindo um destes produtos, acaba com a dúvida, com o aparecimento dos sinais e sintomas de queimaduras ou intoxicações.
Cada produto recebeu um número de quatro algarismos, sendo agrupados em nove classes, conforme a similaridade:
1. Explosivos
2. Gases Comprimidos
3. Líquidos Inflamáveis
4. Sólidos Inflamáveis
5. Substâncias Oxidantes
6. Substâncias Tóxicas e Infectantes
7. Substâncias Radioativas
8. Corrosivos
9. Diversos

SEGURANÇA EM LIXADEIRA


TOXIDADE


É a medida do potencial tóxico de uma substância. Não existem substâncias químicas sem toxicidade. Não existem substâncias químicas seguras, que não tenham efeitos lesivos ao organismo, porém se forem tomadas algumas medidas de segurança, como a associação da utilização de equipamentos de proteção coletiva, de equipamentos de proteção individual, dos procedimentos operacionais seguros, além da limitação da dose e da exposição poderemos manipulá-las com segurança.
O profissional deve ter sempre em mente que somente deve utilizar em seus ensaios substâncias com efeitos irreversíveis quando absolutamente necessário. Neste caso os procedimentos operacionais devem estar disponíveis, a supervisão deve ser requerida e todo o processo deve ser realizado de forma a garantir que o material ou substância não contamine o ar respirado no ambiente de trabalho. Em relação a este aspecto deve ser lembrado que não basta o uso de capelas químicas, mas estas devem ser adequadas ao uso da substância em questão. É comum se encontrar químicos que desconhecem os vários padrões de exaustão e suas destinações. Quando são manipulados substâncias com efeitos crônicos ou de longo-prazo deve-se considerar a possibilidade de monitoração ambiental. Esta deve ser planejada sempre se considerando as rotinas de trabalho e não somente segundo padrões externos. 
Os maiores fatores que influenciam na toxicidade de uma substância são: freqüência da exposição, duração da exposição e via de administração. Existe uma relação direta entre a freqüência e a duração da exposição na toxicidade dos agentes tóxicos. 
Para se avaliar a toxicidade de uma substância química, é necessário conhecer: que tipo de efeito ela produz, a dose para produzir o efeito, informações sobre as características ou propriedades da substância, informações sobre a exposição e o indivíduo.

NR.15 - ATIVIDADE E OPERAÇÕES INSALUBRES


domingo, 19 de maio de 2013

DICAS PARA O TÉCNICO DE SEGURANÇA DO TRABALHO RECÉM FORMADO



O QUE É CURTO-CIRCUITO?


SUSPENSÃO DISCIPLINAR NO TRABALHO


Suspensão disciplinar, é a medida imposta ao funcionário, pelo não cumprimento do dever que lhe foi imposto, ou, pela reincidência de algum ato faltoso que o empregado já cometeu.

O empregado, poderá ser suspenso por 01, 03, 05, 10 ou 30 dias, conforme o ato faltoso que cometeu. A Suspensão disciplinar, traz a perda dos dias não trabalhados pelo funcionário, como também, na contagem do tempo de serviço, de férias e do 13º Salário.



Alguns requisitos, deverão ser observados para se aplicar a suspensão disciplinar, são eles:
a) A punição deve ser dada por imediato, a demora da aplicação da suspensão, pode caracterizar o perdão da empresa do ato faltoso.



b) A empresa, deverá usar o bom senso para dar a punição merecida pelo empregado, como, vendo o histórico do empregado, se já cometeu faltas injustificadas ou não, se já lhe foram impostas advertências, suspensões, e, etc.



c) A empresa, tem o direito de aplicar apenas uma vez a punição referente a um ato faltoso, isto é, se o empregador aplicar uma advertência verbal no funcionário pelo ato faltoso, não poderá o empregador aplicar uma advertência por escrito pelo mesmo ato faltoso que o empregado cometeu naquele dia.

ENTRAVES DE QUESTIONAMENTOS SOBRE SE OS TÉCNICOS DE SEGURANÇA DO TRABALHO GANHAM POUCO

Sabe porque Técnico de Segurança do Trabalho em muitos lugares ganham pouco? Muita oferta e pouca demanda. Tem mais Técnicos que empresas e obras, disputando a tapa uma vaga, aceitando trabalhar por micharia. Não há comprometimento com a classe e faz as decisões da empresa prevalecer acima da sua ética, prejudicando aquele profissional que quer ver sua profissão reconhecida, respeitada e valorizada.

Esse profissional que você citado vai ter que criar asas e voar para outro canto se quiser trabalhar na área com o salário que ela merece. 

Técnico de Segurança do Trabalho - CBO 0-39.45


Inspeciona locais, instalações e equipamentos da empresa, observando as condições de trabalho, para determinar fatores e riscos de acidentes; estabelece normas e dispositivos de segurança, sugerindo eventuais modificações nos equipamentos e instalações e verificando sua observância, para prevenir acidentes; 



Inspeciona os postos de combate a incêndios, examinando as mangueiras, hidrantes, extintores e equipamentos de proteção contra incêndios, para certificar-se de suas perfeitas condições de funcionamento; 



Comunica os resultados de suas inspeções, elaborando relatórios, para propor a reparação ou renovação do equipamento de extinção de incêndios e outras medidas de segurança; 



Investiga acidentes ocorridos, examinando as condições da ocorrência, para identificar suas causas e propor as providências cabíveis; 



Mantém contatos com os serviços médico e social da empresa ou de outra instituição, utilizando os meios de comunicação oficiais, para facilitar o atendimento necessário aos acidentados; 



Registra irregularidades ocorridas, anotando-as em formulários próprios e elaborando estatísticas de acidentes, para obter subsídios destinados à melhoria das medidas de segurança; 



Instrui os funcionários da empresa sobre normas de segurança, combate a incêndios e demais medidas de prevenção de acidentes, ministrando palestras e treinamento, para que possam agir acertadamente em casos de emergência; 



Coordena a publicação de matéria sobre segurança no trabalho, preparando instruções e orientando a confecção de cartazes e avisos, para divulgar e desenvolver hábitos de prevenção de acidentes; 



Participa de reuniões sobre segurança no trabalho, fornecendo dados relativos ao assunto, apresentando sugestões e analisando a viabilidade de medidas de segurança propostas, para aperfeiçoar o sistema existente.


O acidente de trabalho deve-se principalmente a duas causas: 


I. ato inseguro



É o ato praticado pelo homem, em geral consciente do que está fazendo, que está contra as normas de segurança. São exemplos de atos inseguros: subir em telhado sem cinto de segurança contra quedas, ligar tomadas de aparelhos elétricos com as mãos molhadas e dirigir a altas velocidades. 

II. Condição Insegura



É a condição do ambiente de trabalho que oferece perigo e ou risco ao trabalhador. São exemplos de condições inseguras: instalação elétrica com fios desencapados, máquinas em estado precário de manutenção, andaime de obras de construção civil feitos com materiais inadequados. 



Eliminando-se as condições inseguras e os atos inseguros é possível reduzir os acidentes e as doenças ocupacionais. Esse é o papel da Segurança do Trabalho.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

TABELA DE MAPA DE RISCOS

QUANDO CHAMAR O SAMU? E QUANDO CHAMAR OS BOMBEIROS?

FÁBRICA DA VOTORANTIM: RIO BRANCO DO SUL - PR













QUAL A DEFINIÇÃO?

Qual é a definição de “Segurança”, “Perigo” e “Risco”?


  • SEGURANÇA –É a percepção de se estar
protegido de Riscos, Perigos ou Perdas.

  • PERIGO-É uma situação ou condição que
introduz um certo potencial para
provocar Perdas.

  • RISCO-É a avaliação do Perigo, associando-se a
Probabilidade da Ocorrência de um Evento. 

segunda-feira, 13 de maio de 2013

SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

1) O que é Saúde do Trabalhador?
O termo Saúde do Trabalhador sugere uma preocupação com o estado de saúde geral do trabalhador, compreendendo, além da simples ausência de doença, um estado de bem-estar social, físico e mental. Além disso, é um termo histórico, que carrega um conceito que pressupõe a participação dos trabalhadores em todas as questões que dizem respeito à saúde.

2) O que faz o Departamento de Saúde e Segurança do Trabalhador?
O departamento realiza fiscalização em conjunto com os órgãos públicos para identificar irregularidades no ambiente de trabalho e formular propostas com o objetivo de eliminar as causas de acidentes e doenças ocupacionais que provocam danos à integridade física e mental e dispõe de material de Prevenção e conhecimento das doenças relacionadas ao trabalho.

A) Fiscalizações
O trabalho de fiscalização do Sindicato é realizado a partir de denúncias, preservando o anonimato do denunciante. É feita a verificação da organização do ambiente de trabalho, estocagem, higiene de refeitórios e sanitários, equipamentos de proteção individuais e CIPA (que devem estar de acordo com as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho).
Denúncia/Orientações: 2111-1768 e 2111-1772 - Orientações Cipa: 2111-1760 e 2121-5989. Endereço eletrônico: segurancatrab@comerciarios.org.br.

B) Atendimento
O atendimento tem como objetivo, orientar e encaminhar todos os comerciários que estiverem necessitando dos seguintes serviços: informações referentes à Previdência Social (INSS); agendamento de perícia médica, como auxílio-doença previdenciário ou acidentário (CAT), pedido de prorrogação e reconsideração todos através de solicitação médica.

C) Médico do Trabalho
As doenças do trabalho, ou doenças ocupacionais/profissionais, são aquelas decorrentes da exposição dos trabalhadores aos riscos ambientais, ergonômicos ou de acidentes. Elas se caracterizam quando estabelece o nexo causal entre os danos observados na saúde do trabalhador e a exposição a determinados riscos ocupacionais, e aqui começa o trabalho do Médico do Trabalho. Dessa forma, se o risco está presente, uma conseqüência é a atuação sobre o organismo humano a que ele está exposto, alterando sua qualidade de vida. Essa alteração pode ocorrer de diversas formas, dependendo dos agentes atuantes, do tempo de exposição, das condições inerentes a cada atividade do indivíduo e de fatores do meio em que se vive. 

D) Dados do Departamento
Nº de Atendimentos no Departamento, em 2010 = 5.166
Nº de Atendimentos Médico do Trabalho, em 2010 = 1067
Nº de CATs emitidas, em 2009 = 95
Diagnóstico dos Trabalhadores Atendidos, em 2010:
LER/DORT = 559 (52%)
Coluna = 212 (20%)
Saúde mental = 99 (9%)
Outros = 205 (19%)

E) Atendimento Previdenciário
- Tem como objetivo orientar o segurado do INSS. 
- Propõe ações requerendo o direito a benefícios que são negados pelo INSS, tais como:
- Auxílio-Doença Previdenciário;
- Auxílio-Acidente;
- Amparo Assistencial ao Idoso e ao Deficiente;
- Orientações gerais sobre os direitos junto à Previdência Social. 
Orientações: 2111-1814 /2111-1759

F) Aposentadoria: Assessorar o comerciário nos procedimentos para obtenção do benefício. O setor realiza:
- Contagem;
- Simulação de valores;
- Orientações sobre o benefício;
- Protocolo do processo para associados.
Telefones: 2111-1769/1862/1768

Direitos dos Trabalhadores (conceitos)
• Realizar exames de saúde na contratação, durante a permanência no emprego e na demissão, com custos pagos pela empresa;
• Ser informado sobre riscos existentes em seu ambiente de trabalho;
• Ter à disposição Equipamento de Proteção Individual (EPI);
• Receber da Previdência Social (INSS) os benefícios acidentários ou previdenciários nos casos de afastamento por mais de 15 dias, incapacidade e seqüelas;
• Ter estabilidade no emprego durante o tratamento e garantia de 12 meses de contrato de trabalho após a alta do INSS, quando se tratar de acidente de trabalho, caso seja assegurado da previdência social;
• Interromper o trabalho quando houver grave e iminente risco à saúde.

Doenças relacionadas ao Trabalho
• As doenças do trabalho referem-se a um conjunto de danos ou agravos que incidem sobre a saúde dos trabalhadores, causados, desencadeados ou agravados por fatores de risco presentes nos locais de trabalho.
• Tradicionalmente, os riscos presentes nos locais de trabalho são classificados em: agentes físicos; agentes químicos; agentes biológicos; organização do trabalho: divisão do trabalho, pressão da chefia por produtividade ou disciplina, ritmo acelerado, repetitividade de movimento, jornadas extensas, trabalho noturno ou turnos, organização do espaço físico, esforço físico intenso, levantamento manual de peso, posturas e posições inadequadas, entre outros.
• Doenças relacionadas ao trabalho são equivalentes ao acidente de trabalho, para fins de concessão dos benefícios previdenciários, sendo chamadas pela Legislação Previdenciária de “doença ocupacional” ou “doença do trabalho”.

Acidente de Trabalho
Acidente que ocorre pelo exercício do trabalho e a serviço da empresa (fora do local de trabalho), ou durante o trajeto (residência/trabalho/residência), provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte, a perda ou redução da capacidade para o trabalho permanente ou temporário.
Como agir em caso de Doenças ou Acidentes de Trabalho
• A empresa deve emitir a CAT (Comunicação de Acidentes do Trabalho) e encaminhar para registro do INSS, independente de necessitar ou não de afastamento do trabalho.
Como agir em caso de Doenças
• A empresa deve emitir o requerimento do auxílio-doença e o agendamento da perícia médica pode ser feito pelo telefone 135 (ligação gratuita de telefones fixos) ou pela página da Previdência Social na internet (www.previdencia.gov.br).
Se a empresa não tomar estas providências citadas a cima, o trabalhador deve procurar os serviços de saúde pública ou o SINDICATO para orientações e emissão destas documentações através dos telefones: 2111-1833/2111-1768/2111-1772


sábado, 4 de maio de 2013

EXPO PROTEÇÃO 2013 EM SÃO PAULO

EXPO CENTER NORTE


ACIDENTES DE TRABALHO


       Acidentes de trabalho persistem como problemas de saúde pública, como um problema de grande magnitude e que na maioria dos casos são facilmente previsíveis, porque tem a característica de não serem valorizados com um problema importante. Anualmente morrem no Brasil cerca de 3000 trabalhadores vitimas de acidentes de trabalho, isso de acordo com as estatísticas oficiais.
    Em 80% dos acidentes registrados na região de Campinas (SP) este ano, não havia a presença deste profissional, segundo a Federação Nacional dos Técnicos de Segurança do Trabalho (Fenatest).
      Os acidentes de trabalho persistem como um importante desafio técnico e político.